19/06/2011

Todos chegam a uma idade onde interrogam-se de quem são e o que fazem nesta vida, eu passei por isso, não sou diferente, tenho as mesmas fraquezas, os meus valores é que mudam. Sempre escrevi, sempre estive em contacto com palavras, fosse pelo que lia, ou pelo que escrevia. Assim como tudo um talento requer esforço, requer trabalho para ser aprimorado, tem de ser dada a prática para sair o resultado de um produto melhor no fim.
Na adolescencia foi a fase onde este dom se suplantou num pensamento, usei-o como justificação a muito do que eu fazia, aproveitei-me dele, não lhe dei o devido valor, hoje escrevo e sei que consigo tudo com uma simples palavra, não subjugando os demais, mas sim dizendo o correcto no momento certo.
Eu dizia a todos os que se extasiavam com meu jeito de escrever, que qualquer um conseguia escrever como eu, bastava querer. Hoje vejo isso como uma ideia errada, decididamente eu tenho sorte, e tenho-a porque desenvolvi em mim algo que outros não desenvolveram. Escrever não é usar as palavras como as pensamos, é pensar na consequencia da palavra no pensamento do leitor e ajustar-la ao estado de espírito de quem a lê, aprimorando um motivo, uma razão, uma ideia, um pensamento.
a palavra é subentendida por pessoas que fazem jus da sua vida dizendo que a compreendem, eu não a compreendo mas no entanto não vivo sem ela, talvez seja iss oque me diferencia dos demais, o pormenor em cima de isto, aquela rugosidade na lateral, a transparencia iludida, todos motivos de um acto, tudo razões de um crime, quem não luta, não atinge, quem não atinge, cai, quem cai, arrepende-se, é tudo uma ideia simples, mas dificultada por teias de pensamentos.
Cada ser humano encontra em algo um meio de fluir o pensamento, cada ideia nasce de algo, não é original, é reestruturada, se o fizemos é porque já o vimos, tem um principio base. A critica é o que torna a ideia algo, e a compreensão é o que torna a critica possivél.
Em nossas vidas tudo está inter-ligado, só nós é que não reparamos.